domingo, agosto 15, 2004

O dia do início

Bons dias!

Adentro hoje o mundo dos blogs. Faço deste post o meu debut nesta sociedade tecnológica. Confesso que estes assuntos em pouco me interessavam, mas outra vez, fui forçosamente compelido a reconhecer as fruições que minha alma obterá ao dilacerar minha existência ao vazio do mundo virtual. Mal começo e já me sinto bem.

Como treino, para a prática crônica que aqui me introduzo, descrevo o que se passou com a minha pessoa no dia de ontem. Como se é de costume na precária existência deste pequeno interlocutor, dirijo me, logo cedo, para aquele fim de mundo onde se localiza a grande Faculdade Paulista de Direito onde assisto, por intermédio de profissionais mal pagos, mal formados e de extrema pouca vontade, as aulas de prática jurídica que tanto me alegram nos sábados deste ano de 2004. Entre conversas e aulas que me causam um intenso tédio, encontro Malu.

Faço agora um interlúdio, e peço venia para contar-vos um pouco de Malu, pois ela representa muito em minha vida. Conheci Malu nas cadeiras desta Faculdade, nas famigeradas aulas de redação e linguagem jurídica, onde entre o escrever de um texto e outro, captivou-me o olhar, de forma que demorei-me a cair em si, depois de tal visão. Desde então, tornamo-nos amigos e, por meio das aplicações da modernidade dos dias de hoje, nossa amizade evoluiu.

Pois, bem terminada esta interrupção, brusca mas necessária para inteirar o leitor de toda a história, sigo adiante. Passo a conversar com Malu, relatando a minha experiência do porvir: um churrasco de reencontro de antigos colegas dos halls colegiais do Porto Seguro. Em um breve ataque de insanidade, tive o sonho de reunir todos, para relatar experiências passadas nestes tempos que se passaram desde que, pela última vez compareci às salas da aclamada instituição.

Pois bem, já saído da faculdade e em constante contato com o anfitrião do evento, montei meu cavalo de guerra (entenda-se por isso meu Gol 1.0. prata) e em disparada saí para o Morumbi adquirir os insumos a serem consumidos em tal festividade. Depois de uma sensacional corrida iniciada nas ruas de perdizes e terminada na loja de carnes, adquiridas as presas para os carnívoros colegas, chegamos, eu e meu colega, ao quiosque que nos fora reservado e começamos a prepará-lo para as pessoas que em breve chegariam.

Estabelecida a festa e todos os convidados presentes, digo que foi uma grande alegria a todos rever, tomar conhecimento das aventuras pelas quais se imiscuíram, enfim, abraçar a normalidade e simplesmente fofocar. Isso, combinado com a grande quantidade de álcool disponível, me acalentou o coração e o encheu de felicidade barata.

O evento chegava a seu fim, os convivas se despedindo desta misteriosa máquina do tempo, voltei à realidade, a triste e seca realidade. Retornei à residência, ainda ébrio do néctar lá provido, deite-me na cama e cai em sono, profundo sono, paradoxalmente amargurando os tempos que não voltavam mais e contente por ter um dia fora da comum passagem deste autor pelo mundo.

Acredito que este foi um bom treino. Ainda assim, hei de melhorar consideravelmente nesta arte que é "postar". Bem vindos a este blog, de desventuras, aventuras, crises, corações partidos, enfim, um blog sobre mais uma vida ordinária que este autor tão bem se encaixa.

É isso.