Quinta-feira, Dezembro 28, 2006

Curtas Verdades

Meus caros,

Prometo manter este post bem curto. Não quero me prolongar sem sentido porque não tenho razão para isso.

Não sei o que escrever. Quero derramar aqui tudo o que penso, todas as conclusões as quais cheguei sobre tudo o que me aconteceu nestes últimos tempos desde a última vez que aqui escrevi, mas nada me vem à mente senão ela. Estou perdido, não consigo parar de pensar nela, e estou começando a ficar assustado com isso. Porque será? Estou percebendo que viver sem ela beira o impossível. Aliás, não estou vivendo. Estou vegetando. O único momento do dia que permaneço alerta e pareço vivo é quando resolvo ficar pensando em meios para tê-la de volta. Só isso importa agora.

Estou me sentindo diferente do que fui. Aquele que escrevia aqui sem saber o que esperar parece-me agora uma memória longínqua do que sou agora. Estranho. Diferente. Mas, enfim, real. Finalmente tenho um propósito que me faz sentido. Finalmente tenho o que esperar. Finalmente, o motivo chegou.

Lhes disse que eram curtas. E indubitavelmente verdades.

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